
Ibovespa cai aos 162 mil pontos com pressão dos bancos
Ibovespa recuou 0,72% e fechou aos 161.973,05 pontos na terça-feira (13), pressionado principalmente pelo setor bancário e pelo aumento das tensões geopolíticas no exterior.
O índice operou em queda desde a abertura, com volume financeiro de R$ 24,9 bilhões. No acumulado da semana, em dois pregões, o Ibovespa recuou 0,86%, limitando o ganho do mês e do ano a 0,53%.
O que pesou no pregão
Apesar das fortes altas das ações da Petrobras — ON +3,41% e PN +2,57% — e do avanço mais moderado da Vale ON (+0,82%), o peso negativo dos bancos acabou neutralizando esses suportes.
Entre as instituições financeiras, as perdas variaram de -0,81% (Itaú PN) a -3,06% (Banco do Brasil ON), pressionando o desempenho do índice.
- Principais altas: Petrobras ON +3,41%, Petrobras PN +2,57%, Gerdau +1,93%, Metalúrgica Gerdau +1,83%, CSN +1,31%.
- Principais quedas: Hapvida -8,39%, Yduqs -4,75%, Vivara -4,59%, Magazine Luiza -4,43%.
Perspectiva dos analistas
Segundo a Suno, o noticiário externo voltou a pesar mais sobre o mercado brasileiro, citando tanto a menor intensidade da agenda doméstica neste começo de ano quanto os desdobramentos do caso Master.
“Notícias de fora continuam a pesar sobre o Ibovespa”, afirmou Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.
Para Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos, a estratégia do governo americano tem sido usar a economia como instrumento de pressão, o que reforça um processo de “desglobalização” e aumenta a volatilidade das commodities, especialmente do petróleo.
“A tensão geopolítica segue elevada, agora com o Irã”, acrescentou Mollo.
Impacto internacional e câmbio
Os preços do petróleo subiram mais de 2% em Londres e Nova York, em meio ao agravamento das tensões no Irã e à retórica mais dura dos Estados Unidos.
Em Nova York, os principais índices encerraram o dia em queda: Dow Jones -0,80%, S&P 500 -0,19% e Nasdaq -0,10%.
No câmbio, o dólar mostrou recuperação moderada, fechando em alta de 0,06%, a R$ 5,3759, movimento que também influenciou o fluxo para ativos de risco.
Conclusão
Em um dia de maior aversão ao risco e com pressão concentrada no setor financeiro, o Ibovespa encerrou a sessão em queda, acompanhando o ambiente externo mais tenso e a volatilidade crescente nos mercados globais.
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