
Cartão Will Bank Bloqueado para Transações: Saiba o Porquê
Em 20 de janeiro de 2026 a Mastercard suspendeu todas as transações do cartão Will Bank porque a instituição deixou de honrar pagamentos destinados à rede. No dia 21 de janeiro de 2026 o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. (Will Bank), interrompendo as operações da instituição.
O bloqueio foi imediato e afetou milhões de clientes que usavam o cartão para crédito e débito. Apesar da paralisação das transações, os clientes continuam obrigados a pagar faturas e parcelas em aberto; o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) foi acionado para ressarcimento de valores até R$ 250 mil por CPF que estiverem “presos” em conta ou investimentos.
Segundo a matéria da Mobills, a suspensão partiu pela Mastercard Brasil após o descumprimento de pagamentos pela Will Financeira.
o que aconteceu
Em 20 de janeiro de 2026 a Mastercard suspendeu o funcionamento dos cartões Will Bank porque a instituição financeira não quitou valores devidos à rede.
No dia seguinte, 21 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento — empresa controlada pelo Banco Master e que já havia passado por liquidação em novembro de 2025 — tornando impossível a retomada das operações regulares.
o que muda para clientes
As transações com o cartão foram interrompidas imediatamente. Não é possível desbloquear o cartão nem emitir um novo pela instituição, pois as operações foram congeladas em razão da liquidação extrajudicial.
Mesmo com o cartão bloqueado, o cliente deve continuar pagando a fatura gerada e parcelas restantes do cartão Will Bank. O Banco Central informou que o FGC deverá ressarcir valores de até R$ 250 mil por CPF relativos a recursos retidos em conta ou em investimentos.
características e limitações do cartão
- Vantagens históricas: cartão internacional Mastercard, sem anuidade; função múltipla (débito e crédito); conta digital gratuita com rendimento atrelado ao CDI; gestão pelo app; participação no programa Mastercard Surpreenda; saques em caixas da rede Cirrus incluindo Banco24Horas.
- Limitações e custos apontados: saques diários limitados a R$ 1.030; taxa de R$ 6,70 para cada saque feito com valor disponível na conta; bloqueio do cartão após 5 dias de atraso na fatura.
- Disponibilidade: não é possível solicitar o cartão Will Bank online neste momento, devido à liquidação extrajudicial da emissora.
quem era o emissor e histórico recente
O cartão era emitido pela Will Financeira S.A., nome que teve alteração em relação ao antigo Meupag! até 2020. Em 2024 a instituição foi adquirida pelo Banco Master. Em 2026 ambas as instituições aparecem como liquidadas extrajudicialmente pelo Banco Central.
limite, anuidade e desbloqueio
Antes do bloqueio, o limite inicial variava conforme análise de crédito do cliente, com possibilidade de aumento mediante antecipação ou pagamento extra da fatura. O cartão era anunciado sem anuidade. Após a liquidação, não há possibilidade de desbloqueio das operações.
o que o cliente deve fazer agora
Passos práticos a partir das informações disponíveis:
1) Pagar faturas e parcelas em aberto para evitar encargos ou registros negativos, conforme orientado pela própria reportagem.
2) Guardar comprovantes de pagamentos e comunicados recebidos pelo app ou por e-mail.
3) Consultar possibilidades de ressarcimento pelo FGC para valores retidos na conta ou investimentos (até R$ 250 mil por CPF).
4) Utilizar os canais de atendimento informados pela instituição para esclarecimentos específicos:
SAC: 3003 2593
WhatsApp: +55 (11) 4040-2179
considerações finais e próximos passos
O bloqueio dos cartões Will Bank e a decretação de liquidação extrajudicial interromperam operações essenciais da fintech, afetando clientes que dependiam do cartão para crédito, débito e serviços da conta digital.
Comunicados oficiais e orientações sobre o ressarcimento do FGC devem ser acompanhados pelos clientes pelas vias regulatórias e pelos canais de atendimento disponibilizados pela instituição. A matéria original com os detalhes foi publicada pela Mobills, que compilou as informações sobre o bloqueio e a liquidação.




