Educação Financeira

Receita Federal emite alerta sobre o uso do cartão de crédito e orienta contribuintes sobre novas regras fiscais

O que mudou e por que o alerta

A Receita Federal emitiu um alerta sobre o uso do cartão de crédito e orientou contribuintes a redobrarem cuidados diante de novas práticas de fiscalização.

Segundo o Terra Brasil Notícias, as instituições financeiras passaram a comunicar automaticamente determinadas movimentações, o que aumenta a capacidade do Fisco de cruzar gastos com renda declarada.

Como funciona a fiscalização

As instituições financeiras são obrigadas a informar à Receita operações consideradas relevantes, com base em valores mínimos para pessoas físicas e jurídicas.

Esses registros formam Receita Federal um retrato do comportamento financeiro do titular e permitem que a Receita compare o nível de gastos com a renda declarada, cruzando dados de administradoras de cartões, bancos, empregadores e outros prestadores de serviço.

Por que o controle foi intensificado

A intensificação da fiscalização está ligada ao combate à evasão de impostos, à lavagem de dinheiro e à circulação de valores de origem desconhecida.

Com a migração de operações Receita Federal em espécie para meios digitais, como cartões e transferências, a primeira linha de verificação passou a considerar gastos muito elevados, movimentações recorrentes acima da média ou uso do cartão para bancar despesas de terceiros sem justificativa.

Riscos de emprestar o cartão

Para a Receita Federal, o titular do cartão é o responsável legal pelos gastos; se a fatura mensal ultrapassar a renda declarada, a justificativa de que as compras foram feitas para amigos ou parentes pode não ser aceita sem a devida comprovação de origem dos recursos.

Emprestar o cartão torna o titular responsável tanto financeiramente quanto fiscalmente. Sem documentação que comprove ressarcimento, valores podem ser interpretados como acréscimo patrimonial sem origem, sujeitando o contribuinte a autuações, tributos, multa e juros.

Como trabalhadores informais e pequenos empreendedores são afetados

Trabalhadores informais e pequenos empreendedores que misturam gastos pessoais e despesas da atividade atraem atenção quando o volume de despesas diverge da renda oficialmente declarada.

Movimentações significativas sem registro de faturamento, especialmente em atividades não formalizadas, aumentam o risco de questionamentos. A formalização como MEI, registro de receitas e organização de comprovantes facilitam a comprovação da origem dos recursos.

Cuidados práticos para reduzir riscos

Algumas medidas citadas pela reportagem ajudam a reduzir a chance de problemas em uma fiscalização eletrônica mais detalhada:

  • Guardar comprovantes de compras de maior valor e pagamentos de fatura.
  • Separar, sempre que possível, despesas pessoais e gastos da atividade profissional.
  • Registrar ressarcimentos de terceiros em planilha, caderno ou aplicativo financeiro.
  • Utilizar transferências identificadas (PIX ou TED) para reembolsos de quem usou o cartão.
  • Evitar movimentações em nome de terceiros sem documentação que comprove a origem dos recursos.

Conclusão e orientações

Com a comunicação automática de transações pelos bancos, a equação entre ganhos e gastos passa a ser analisada com mais profundidade pela Receita Federal. Transparência e coerência entre consumo e renda declarada são essenciais para manter a regularidade fiscal.

Contribuintes devem organizar comprovantes, separar contas pessoais das profissionais e considerar a formalização quando atuam como empreendedores. Essas práticas facilitam a comprovação da origem de recursos e reduzem o risco de autuações.

Cuidados práticos para reduzir riscos

Algumas medidas citadas pela reportagem ajudam a reduzir a chance de problemas em uma fiscalização eletrônica mais detalhada:

  • Guardar comprovantes de compras de maior valor e pagamentos de fatura.
  • Separar, sempre que possível, despesas pessoais e gastos da atividade profissional.
  • Registrar ressarcimentos de terceiros em planilha, caderno ou aplicativo financeiro.
  • Utilizar transferências identificadas (PIX ou TED) para reembolsos de quem usou o cartão.
  • Evitar movimentações em nome de terceiros sem documentação que comprove a origem dos recursos.

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